quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Abrolhos‏





Olá ciberativista,

A campanha contra a exploração de petróleo na região de Abrolhos segue em pauta nesta semana. Mais de 10 mil ciberativistas já assinaram a petição, que será entregue às empresas e ao governo. Se você ainda não participou, demonstre hoje mesmo seu apoio a esta causa e não deixe as petrolíferas atrapalharem o namoro das baleias.
E para aqueles que quiserem saber as novidades da campanha, eu estarei amanhã, 25/08, às 17h, em chat ao vivo com os internautas. Prepare suas perguntas e participe de nosso bate-papo.
Você também poderá enviar perguntas pelo Twitter, basta acrescentar a hashtag #PapoGreenpeace.
Assine a petição, divulgue para seus amigos e ajude a salvar Abrolhos. A baleia jubarte, o Coral Cérebro e mais de 1300 espécies agradecem. Obrigada, Leandra Gonçalves.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Países fecham usinas nucleares



Na esteira do acidente em Fukushima, no Japão, Alemanha, Suíça e Itália anunciaram que vão desistir da energia atômica. O ministro do Meio Ambiente alemão, Norbert Roettgen, pretende fechar todas as usinas nucleares do país até 2022. Das 17 existentes, as 8 mais velhas já estavam paralisadas e 7 haviam sido fechadas temporariamente, após Fukushima. O governo suíço seguiu os passos da Alemanha e os eleitores italianos, num plebiscito que registrou participação recorde de 57% da população, enterraram o plano de construir usinas no país.
Emissões de CO2 batem recorde
O nível de gás carbônico (CO2) na atmosfera entre 22 e 28 de maio foi o mais alto já registrado: 394,97 partes por milhão (ppm), 1,6 ppm a mais do que em 2010, segundo dados do governo dos Estados Unidos. Na mesma época, a Agência Internacional de Energia divulgou que as emissões de CO2 para geração de energia foram as mais altas da história, graças sobretudo a países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia. Níveis de CO2 acima de 400 ppm favorecem mudanças mais sérias no clima.
São Paulo aumenta controle do ar
O Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (Consema) aprovou em maio a adoção de um parâmetro mais rígido de limite para poluição do ar, afinado com a Organização Mundial da Saúde. O Estado é o primeiro do mundo a seguir esse padrão, que afetará a obtenção de licenças ambientais por empresas e a implementação de medidas extremas nas cidades com poluição alta, entre outros itens. Até se chegar ao limite desejado haverá três etapas intermediárias, a primeira das quais vencerá em 2014.
Google investe em energia renovável
Uma usina eólica no sul da Califórnia é o mais novo investimento em energia alternativa da Google. A gigante de tecnologia destinou US$ 55 milhões para a construção do parque eólico Alta Vista Energy Center, na fronteira do deserto de Mojave com os Montes Tehachapi. A obra, a cargo da Terra-Gen Power, conta ainda com a participação do Citibank e deverá abastecer 450 mil domicílios. Com a iniciativa, a Google já contabiliza US$ 400 milhões investidos em energias renováveis.
Mata Atlântica: devastação menor
Minas Gerais (12.467 hectares) e Bahia (7.725 hectares) foram os Estados que mais perderam cobertura de Mata Atlântica entre 2008 e 2010, segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado em maio pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nesse triênio foram desmatados 31.195 hectares.
O documento aborda a situação de 16 dos 17 Estados que contêm o bioma. A taxa média anual de desmatamento nesses Estados caiu 55% ante o triênio 2005-2008.
Londres incentiva carro elétrico
O prefeito de Londres, Boris Johnson, anunciou em maio a criação de uma rede de recarga para carros elétricos, estímulo adicional ao uso desses veículos. Até 2013, mais de 1.300 pontos de recarga serão instalados na cidade. Motoristas de carros elétricos têm isenção do pedágio urbano denominado Congestion Charge. A Nissan divulgou que pagará a recarga durante 12 meses para quem adquirir seu veículo elétrico, o Leaf (foto), até o fim de 2011 e mora a até 64 quilômetros de um desses posto.
Empresas + verdes
A empresa de transporte coletivo Metropolitana, que atua em São Paulo e no Recife, pôs em circulação, em maio, 50 ônibus movidos a etanol na capital paulista. Os veículos, fabricados pela Scania e adaptados a partir de um estudo da USP, já seguem o padrão de emissão de poluentes da União Europeia.
A siderúrgica ArcelorMittal Tubarão, do Espírito Santo, trouxe para o Brasil o Sistema Claus, tecnologia inédita na América do Sul que pode reduzir em até 89% as emissões de dióxido de enxofre de sua coqueria (a área produtora de coque, combustível usado na produção de aço). O sistema completo começará a funcionar em fevereiro.
A HP comemorou em junho a ultrapassagem das metas de redução de consumo de energia de seus produtos traçadas em 2009. A empresa pretendia baixar em 40% esse consumo entre 2005 e 2011, mas nove meses antes do prazo anunciou que seus aparelhos já são 50% mais eficientes energeticamente do que os de cinco anos atrás.
O Grupo EkoBio lançou em maio duas canetas biodegradáveis: a ExataBio, modelo automático com design italiano, e a PetitBio, minicaneta com cordão em algodão. As duas, tal como a EkoBio (a primeira caneta biodegradável do país), são feitas com biorresina de fonte renovável, que não deixa resíduos tóxicos.

sábado, 9 de julho de 2011

Código Florestal em perigo



Uma das maiores ameaças de retrocesso na proteção do meio ambiente é a proposta ruralista para reformas do Código Florestal.
Entidades civis ligadas ao movimento SOS Florestas se debruçaram sobre o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP) e concluíram que o projeto de reforma representa grave ameaça às florestas e a própria agropecuária brasileiras.

Veja por quê:

  • A expectativa de anistia fez explodir o desmatamento na Amazônia. Já perdemos 593km2 de floresta entre março e abril de 2011.
  • A proposta aprovada na Câmara dos Deputados foi escrita por ruralistas sem debate amplo com a sociedade.
  • As propostas ruralistas colocam em xeque o cumprimento de metas climáticas e de proteção da biodiversidade.

Estudos e publicações

Estudos mostram que os impactos das mudanças no código florestal serão desastrosos para o meio ambiente.
 


As mudanças no Código Florestal e a  "Licença para matar" 


Coalizão SOS Florestas - ( Abong )
A aprovação das mudanças no Código Florestal pela Câmara dos Deputados, no dia 24 de maio, desencadeou uma onda de violência no campo e voltou a colocar em evidência as trágicas mortes por conflitos pela terra ou pelo uso dos recursos naturais que historicamente marcam o meio rural brasileiro. Aparentemente, a descabida “licença para desmatar” que o Congresso ameaça aprovar já está sendo encarada por alguns setores como uma ainda mais absurda “licença para matar”, cujas vítimas seriam lideranças que defendem a reforma agrária, os direitos humanos e a floresta amazônica. Uma situação intolerável que causa tristeza e indignação, e que requer mudanças estruturais para ser revertida.
Em dez dias, a violência no campo deixou pelo menos cinco mortos. Na mesma terça-feira em que os deputados federais votavam alterações no Código Florestal que inevitavelmente aumentarão o desmatamento, Maria do Espírito Santo da Silva e seu companheiro José Claudio Ribeiro da Silva, lideranças de um projeto de assentamento agroextrativista, foram assassinados em uma emboscada perto de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Anunciada aos deputados durante a votação, a notícia recebeu uma mórbida vaia dos representantes da bancada ruralista e de seus entusiastas. Quatro dias depois, o corpo do trabalhador rural Eremilton Pereira dos Santos, possível testemunha, foi encontrado também morto a tiros no mesmo assentamento.

Na sexta-feira daquela semana, na região de Lábrea em Rondônia, foi assassinado Adelino Ramos, líder de um projeto de assentamento agroflorestal, sobrevivente do massacre de Corumbiara, de 1995, no qual pelo menos doze pessoas morreram nas mãos de pistoleiros e policiais militares. No mesmo dia da morte de Adelino, Almirandi Pereira Costa, vice-presidente da associação quilombola de Charco, sofreu um atentado em São Vicente, no Maranhão, mas sobreviveu. Na quinta-feira seguinte, morreu o assentado Marcos Gomes da Silva, baleado duas vezes, uma delas quando já estava sendo transportado para o hospital, em Eldorado dos Carajás, palco da chacina que matou 19 integrantes do MST e completou quinze anos em abril deste ano.

Esses incidentes trazem à tona novamente para a opinião pública nacional e internacional os conflitos no campo brasileiro, cenário de uma realidade conturbada, em que dia a dia aqueles que lutam pela terra, pela preservação das florestas, e por formas sustentáveis de se relacionar economicamente com os recursos naturais, são vítimas de todo tipo de violência, desde ameaças e intimidações até assassinatos brutais, passando por destruições, incêndios e agressões. Repetem-se, assim, as tristes histórias de Chico Mendes, Padre Josimo, Dorothy Stang e de tantas outras pessoas que tombaram anônimas, eliminadas como se suas vidas não valessem nada, silenciadas por forças políticas e econômicas que lucram com o desmatamento ilegal e com a grilagem de terras. Mortes anunciadas, esperadas, previstas, tragédias que poderiam ser evitadas.

Das cinco vítimas nesse período, três haviam denunciado madeireiras por desmatamento irregular e recebiam ameaças de morte há bastante tempo, já informadas às autoridades e divulgadas nos relatórios da Comissão Pastoral da Terra (CPT). O próprio Zé Castanha, como era conhecido o líder agroextrativista, havia anunciado a iminência de seu assassinato em palestras e entrevistas. Segundo dados da CPT, 1.855 pessoas foram ameaçadas de morte pelo menos uma vez de 2000 a 2011, a maior parte delas no Pará. Do total, 207 foram ameaçadas duas ou mais vezes. Destas, 42 foram mortas e outras trinta sofreram tentativas de assassinato.

Um dos fatores que contribui sobremaneira para a perpetuação desse quadro é a impunidade generalizada de que desfrutam os assassinos e os mandantes desses crimes. Segundo a CPT, de 1985 até 2010, foram assassinadas 1.580 pessoas por causa de conflitos no campo. Apenas 91 delas foram a julgamento, com a condenação de 21 mandantes e 73 executores. Dos mandantes condenados, somente Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser responsável pelo assassinato da Irmã Dorothy Stang, continua preso.

Especificamente no Pará, um levantamento do governo federal mostra que quase 98% dos casos de homicídios no campo ocorridos nos últimos dez anos ficaram impunes, sendo que grande parte sequer chegou à Justiça. Uma impunidade incompatível com o Estado de direito em que supostamente vivemos.

Em reação aos assassinatos ocorridos, o governo federal reuniu diversos órgãos estatais e ministérios – entre eles o do Desenvolvimento Agrário, o do Meio Ambiente, o da Justiça e a Secretaria Especial de Direitos Humanos – a fim de definir medidas para conter a onda de violência no campo.

Entre as ações previstas está a criação de um grupo de trabalho interministerial para acompanhar a investigação dos homicídios e garantir que não haja impunidade, a proteção nos casos mais graves de lideranças rurais ameaçadas de morte, a intensificação das operações “Arco de Fogo” e “Arco Verde”, para coibir práticas como a extração ilegal de madeira na região, e a criação de dois escritórios de regularização fundiária nesses locais.

É louvável que o governo federal tome medidas emergenciais para combater o problema, mas é preciso ir à raiz desta situação, que está no apoio dado ao agronegócio, através de largos financiamentos e incentivos fiscais, para garantir suas atividades de exportação, para trazerem divisas para o Estado brasileiro.

Como disse D. Tomás Balduíno, conselheiro permanente da CPT, por ocasião do assassinato da Irmã Dorothy, quem mata é o agronegócio: “Esses assassinatos não são motivados por intrigas pessoais. Eles estão ligados à problemática da terra. Onde, além da ocorrência de intimidação, também ocorre execução” (17/02/2005 – Agência Carta Maior). E o Estado, na região Amazônica, no campo - representado pela polícia e pelo judiciário local - é, não raras vezes, defensor dos grandes proprietários e dos grileiros.

Nesse contexto, a aprovação do Código Florestal na Câmara só agrava o problema, antes mesmo de sua votação no Senado e da sanção presidencial. Provoca desde agora uma corrida para o desmatamento que aumenta a tensão fundiária, gera mais insegurança no campo, amplia a vulnerabilidade das populações tradicionais.

Pouco adianta punir os responsáveis por esses crimes, aumentar a fiscalização e escoltar as pessoas ameaçadas se não se alterar a desigual estrutura fundiária brasileira e se continuar priorizando projetos que só beneficiam latifundiários, empreiteiras, mineradoras, madeireiras, construtoras.

A ABONG acredita que, para além da necessária punição aos envolvidos nos crimes, só com a adoção de outra concepção de desenvolvimento, com uma reforma agrária efetiva, com a proteção dos recursos naturais, com a demarcação das terras das populações tradicionais, essa violência no campo pode ter fim.
 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Plano B contra o aquecimento global

Enquanto o mundo (quase não) se esforça para reduzir as emissões de gases-estufa, alguns cientistas já trabalham com alternativas mais radicais caso o aquecimento global se agrave. Jogar no oceano imensas quantidades de micropartículas de ferro, aspirar o ar para filtrá-lo ou lançar na atmosfera um milhão de toneladas de enxofre são algumas das opções em estudo


 Simulação artística da alternativa de desviar raios solares com guarda-sóis gigantes: custo alto e eficácia limitada



A geoengenharia é um tema quente na comunidade científica. Tentar limitar o aquecimento global manipulando o meio ambiente é uma ideia com diversas ramificações, atualmente sob análise de um número crescente de químicos e de físicos, entre os quais estão Klaus Lackner (Estados Unidos), Ian Jones (Austrália), James Lovelock (Grã-Bretanha) e Paul Crutzen (Holanda).

Nesse "Plano B" para salvar a Terra do aquecimento global, há duas alternativas preferenciais: capturar dióxido de carbono (CO2) a fim de reduzir a concentração de gases-estufa (por exemplo, fazendo árvores sintéticas, "semeando" os oceanos com ferro ou cobrindo o fundo do mar com cálcio); e desviar a radiação solar usando guarda-sóis gigantes compostos de bilhões de discos de vidro escuro ou revestidos por camadas de partículas de sal ou de sulfato. A primeira opção envolve menos risco do que a segunda, mas é bem mais lenta. Nos dois casos, os custos são altos e a eficácia das soluções permanece limitada.



O exemplo de Vênus
Vênus tem a chave para nos libertar do aquecimento global? Em um comunicado à imprensa em 5 de novembro de 2010, o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), da França, anunciou que cientistas haviam localizado uma camada de dióxido de enxofre (SO2) na atmosfera superior do planeta. "O SO2 é de particular interesse já que o gás poderia ser usado para resfriar a Terra através de um processo de geoengenharia apresentado pelo Nobel de Química Paul Crutzen [1995]", explica o comunicado.]




Cinco anos atrás, Crutzen imaginou uma solução de emergência para o aquecimento acelerado: liberar um milhão de toneladas de enxofre na estratosfera. Através de uma reação química natural, isso se transformaria em SO2 e, a seguir, em partículas de sulfato. Ao refletirem os raios do Sol, as partículas reduziriam a temperatura média da Terra. A ideia foi inspirada na pesquisa feita nos anos 1970 pelo climatologista russo Mikhail Budyko e também pela erupção do vulcão Pinatubo (Filipinas), que lançou 10 milhões de toneladas de enxofre no ar em 1991, levando a uma queda de 0,5ºC na temperatura média da Terra no ano seguinte.

Para Xi Zhang, responsável pelas simulações de computador que confirmaram a presença de SO2 na atmosfera de Vênus, as aplicações da descoberta no controle do clima estão fora de sua área de competência. Mesmo assim, o artigo que ele e sua equipe do Instituto Californiano de Tecnologia (Cal Tech) publicaram na revista Nature Geoscience não exclui tal possibilidade. Ele conclui que, "como há um alto grau de similaridade entre a camada de névoa superior em Vênus e a camada de sulfato terrestre na estratosfera (camada Junge), importante regulador do clima da Terra e da quantidade de ozônio, esses resultados experimentais e modelares podem ser relevantes para a química dos aerossóis estratosféricos e as aplicações da geoengenharia para o clima da Terra".

Mas é preciso cautela. Em altas concentrações, o dióxido de enxofre pode causar doenças pulmonares e cardiovasculares, afora tornar os oceanos mais ácidos, corroer metais, etc. Para os pesquisadores, ainda existe um longo caminho a percorrer antes de aplicar o "protetor solar" na Terra

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Caros amigos






As florestas brasileiras estão correndo perigo. A Câmara dos Deputados acaba de enfraquecer o rígido Código Florestal e corajosos ativistas brasileiros estão sendo assassinados por dizerem o que pensam. É hora de levarmos essa importantíssima batalha ao palco global - se todos nós pedirmos à Presidente Dilma para vetar esse projeto de lei, poderemos salvar as florestas brasileiras.
A Câmara dos Deputados acaba de aprovar o esvaziamento do Código Florestal brasileiro. Se não nos mobilizarmos agora, enormes extensões de nossas florestas poderão ficar vulneráveis a um devastador desmatamento.

O projeto de lei gerou revolta e protestos generalizados em todo o país. E a tensão está subindo: nas últimas semanas diversos ativistas ambientais respeitados foram assassinados, supostamente por matadores contratados por madeireiros ilegais. É essencial agir agora mesmo. Estão tentando silenciar qualquer crítica enquanto a lei está sendo discutida no Senado. Mas a presidente Dilma tem o poder de vetar as mudanças se conseguirmos persuadi-la a superar a pressão política e assumir o papel de uma verdadeira líder em questões ambientais.


Setenta e nove por cento dos brasileiros querem que Dilma vete as mudanças no Código Florestal, mas nossas vozes estão sendo desafiadas por lobbies de madeireiros. Agora, depende de todos nós nos mobilizarmos para calar esses lobbies. Vamos nos unir agora em um gigantesco apelo para dar fim aos assassinatos e à exploração ilegal de madeira e salvar nossas florestas. Assine o abaixo-assinado a seguir - ele será entregue a Dilma assim que conseguirmos 500.000 assinaturas:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

As florestas brasileiras são imensas e importantes. A Amazônia sozinha é vital para a vida no planeta - 20% do oxigênio e 60% da água doce do mundo vêm dessa magnífica floresta tropical. E por isso é tão crucial protegê-la.

É por isso que tanta gente vê o Brasil como um líder internacional em questões ambientais e é por isso que a Conferência da Terra, um encontro que acontecerá no ano que vem com o objetivo de impedir a morte lenta de nosso planeta, será no Rio de Janeiro. Por outro lado, também somos um país em rápido desenvolvimento que luta para tirar dezenas de milhões de pessoas da pobreza, e é intensa a pressão sobre nossas lideranças para desmatar florestas e abrir minas para gerar lucro. Daí o perigo de essas lideranças estarem quase dando o braço a torcer em termos de proteção ambiental. Ativistas locais estão sendo assassinados, intimidados e silenciados. Agora, cabe aos membros da Avaaz pedirem aos políticos brasileiros para serem firmes.

Sabemos que há uma alternativa. Lula, o antecessor de Dilma, reduziu enormemente o desflorestamento e consolidou a reputação internacional de nosso país como líder em questões ambientais, além de gozar de um gigantesco crescimento econômico. Vamos nos unir agora e pedir a Dilma para seguir o mesmo exemplo! Assine o abaixo-assinado para salvar nossas florestas e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

Nos últimos 3 anos, os membros da Avaaz no Brasil mobilizaram-se com enormes iniciativas e lideraram extraordinárias campanhas para que o mundo chegue a ser aquele que todos desejamos: conseguiram a aprovação de uma histórica lei anticorrupção e fizeram lobby para que o governo tivesse um papel de liderança na ONU, protegesse os direitos humanos e interviesse para apoiar a democracia no Oriente Médio, e ainda ajudasse a proteger os direitos os direitos humanos na África e outras regiões.

Agora, estamos reunindo os membros da Avaaz de todo o mundo em um apelo global para salvar as florestas. Juntos, podemos construir um movimento florestal internacional e proclamar o Brasil mais uma vez como um verdadeiro líder em questões ambientais. Assine o abaixo-assinado e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

Com esperança,

Emma, Ricken, Alice, Ben, Iain, Laura, Graziela, Luis e o resto da equipe da Avaaz


MAIS INFORMAÇÕES:

Ativistas marcham contra novo Código Florestal no Rio e em SP
http://bit.ly/mnmoGz

Senado precisa modificar o Código Florestal
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110619/not_imp734296,0.php

Ministra vai recomendar veto caso Código Florestal seja aprovado no Senado sem mudanças
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/21/ministra-vai-recomendar-veto-caso-codigo-florestal-seja-aprovado-no-senado-sem-mudancas-924734864.asp

Para senador, novo Código Florestal compromete a defesa do meio ambiente
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/16/para-senador-novo-codigo-florestal-compromete-a-defesa-do-meio-ambiente/

Igreja Católica anuncia apoio contra o novo Código Florestal Brasileiro
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/06/22/igreja-catolica-anuncia-apoio-contra-o-novo-codigo-florestal-brasileiro

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A caminho da liberdade

Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, passará a noite em prisão dinamarquesa e será libertado amanhã, após protesto pacífico na Groenlândia.

Naidoo é levado para a prisão na Groenlândia ©Greenpeace/Jiri Rezac
Após quatro dias na prisão, o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, foi deportado hoje da Groenlândia. Ele está neste momento voando para Copenhague, onde ele sera mantido na prisão por uma noite. Em seguida ele será levado para Amsterdam, onde será libertado.
Naidoo e seu companheiro ativista Ulvar Arnkvaern foram presos na sexta de manhã, depois de violar a zona de exclusão e escalar a controversa plataforma de petróleo no Ártico, distante 120 quilômetros da costa da Groenlândia. Eles foram indiciados pela invasão. A operadora da plataforma Cairn Energy utilizou fortes jatos de água para tentar evitar que Kumi subisse a escada de 30 metros, mas Naidoo enfrentou os jatos de água congelantes e chegou à plataforma.
Encharcado, ele pediu que Cairn imediatamente suspendesse a perfuração de novos poços de petróleo e deixasse o Ártico. Ele também apresentou aos operadores da plataforma uma lista com 50 mil nomes de pessoas de todo o mundo que enviaram e-mails para a Cairn, pedindo que a companhia publicasse o plano de segurança em caso de vazamento de óleo.
O documento está no centro de uma longa campanha de ação direta no Ártico. Após 90 minutos na plataforma, um helicóptero de um navio de guerra dinamarquês que estava nas redondezas pousou próximo a Kumi e o prendeu. Antes de escalar a plataforma, ele descreveu a campanha para parar as perfurações no Ártico de “uma das batalhas ambientais da nossa era”.
Em carta para sua filha escrita na prisão no último domingo – Dia dos Pais no local – Naidoo explicou por que escalou a plataforma.

"Embora a luta para evitar a destruição no Ártico pareça distante, ela é fundamental para toda a humanidade. O aquecimento global ameaça a vida de milhões e o excesso de derretimento do Ártico faz com que o nível do mar aumente em todo o mundo. Portanto é importante que instiguemos nossos líderes a perseguirem até a última gota de óleo que existe para buscarmos mlehores alternativas."
Kumi, 45 anos, era um jovem líder no movimento antiapartheid na África do Sul, onde ele foi preso várias vezes e acusado de desobediência civil e violação do estado de emergência. Ele viveu ilegalmente no país antes de ser forçado a deixar a África do Sul e viver no exílio no Reino Unido.

domingo, 19 de junho de 2011

Mares nunca dantes explorados

A mais completa pesquisa global sobre a vida nos oceanos, realizada por 2,7 mil cientistas de 80 países, descobre novas espécies e revela que os mares estão ameaçados pela exploração econômica, pelo aquecimento global e pela nossa ignorância sobre eles


O oceanógrafo Neil Bruce, do Museu Tropical do Queensland, investiga novas espécies num aquário iluminado na Ilha da Lagartixa, no nordeste da Austrália.


O mais abrangente programa de investigação sobre a vida nos mares mostra que a ciência conhece muito pouco sobre os oceanos. Durante dez anos (de 2000 a 2010), o Censo da Vida Marinha mobilizou 2,7 mil pesquisadores de 80 países, promoveu 540 expedições e investiu US$ 650 milhões para descrever 1,2 mil espécies - aumentando para 230 mil o número de espécies marinhas conhecidas, plantas, invertebrados e peixes. O total deve aumentar porque ainda existem 5 mil organismos sob análise. 


 Os cientistas comprovaram que os mares com a história evolutiva mais antiga são os mais ricos em biodiversidade: os do Japão, com 33 mil espécies, e os da Austrália, também com 33 mil. Entretanto, até agora, apenas 1,75 milhão de seres dos 30 milhões existentes no planeta foram descritos. O oceano é uma caixa-preta.
   

                                                                          O verme Squidworm, descoberto no Mar de Celebes,  na Oceania.                                                                                                                                         



Além de diminuir a ignorância humana sobre os oceanos - estampada nos mapas de navegação do século 16 pela expressão "Mar Incógnito" -, o programa multidisciplinar do censo ajudará a avaliar as ameaças sobre os ecossistemas marinhos, como mudanças climáticas, impacto da pesca industrial e vazamentos de petróleo, como o que atingiu o Golfo do México em 2010. O Censo da Vida Marinha é um projeto do Consórcio de Liderança Oceânica, instituição sediada em Washington (EUA), que conta com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), de agências governamentais de 80 países, da Escola de Oceanografia da Universidade de Rhode Island (EUA), do Laboratório de Ecologia Marinha da Universidade de Duke (EUA) e também de empresas privadas.
Os cientistas acharam criaturas vivas desconhecidas em fontes hidrotermais submarinas com temperatura de 400º centígrados, em mares congelados e em águas com pouca luz e oxigênio. Entre vários seres exóticos registraram um caranguejo de garras peludas, uma lagosta gigante, um peixe antártico sem nenhum pigmento vermelho no sangue e um hermafrodita que habita as águas do Oceano Índico e é um dos maiores peixes de recife do mundo.
 



Das 30 milhões de espécies supostamente existentes no planeta, só 1,75 milhão foram descritas até hoje. Os oceanos ainda são caixas-pretas para a ciência
Das 30 milhões de espécies supostamente existentes no planeta, só 1,75 milhão foram descritas até hoje. Os oceanos ainda são caixas-pretas para a ciência
Karen Gowlett-Holmes
O dragão-marinho-folheado (Phycodurus eques) recorre à camuflagem para parecer uma folha.


Molly Timmers, NOAA PIFSC Coral Reef Ecosystem Div  


Peixe hermafrodita da Nova Zelândia. O design da face lembra as tatuagens dos guerreiros maoris


Ifremer, A.Fifis 

Caranguejo de garras peludas da Ilha de Páscoa.

Karen Gowlett-Holmes

Uma nova anêmona descoberta em águas tropicais.

J. Gutt © AWI/Marum, Univ. de Bremen, Alemanha   

Peixe antártico destituído de pigmentos vermelhos no sangue, adaptado à baixa temperatura.

 








Por Maria Fernanda Ribeiro