quinta-feira, 23 de junho de 2011
Caros amigos
O projeto de lei gerou revolta e protestos generalizados em todo o país. E a tensão está subindo: nas últimas semanas diversos ativistas ambientais respeitados foram assassinados, supostamente por matadores contratados por madeireiros ilegais. É essencial agir agora mesmo. Estão tentando silenciar qualquer crítica enquanto a lei está sendo discutida no Senado. Mas a presidente Dilma tem o poder de vetar as mudanças se conseguirmos persuadi-la a superar a pressão política e assumir o papel de uma verdadeira líder em questões ambientais.
Setenta e nove por cento dos brasileiros querem que Dilma vete as mudanças no Código Florestal, mas nossas vozes estão sendo desafiadas por lobbies de madeireiros. Agora, depende de todos nós nos mobilizarmos para calar esses lobbies. Vamos nos unir agora em um gigantesco apelo para dar fim aos assassinatos e à exploração ilegal de madeira e salvar nossas florestas. Assine o abaixo-assinado a seguir - ele será entregue a Dilma assim que conseguirmos 500.000 assinaturas:
http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl
As florestas brasileiras são imensas e importantes. A Amazônia sozinha é vital para a vida no planeta - 20% do oxigênio e 60% da água doce do mundo vêm dessa magnífica floresta tropical. E por isso é tão crucial protegê-la.
É por isso que tanta gente vê o Brasil como um líder internacional em questões ambientais e é por isso que a Conferência da Terra, um encontro que acontecerá no ano que vem com o objetivo de impedir a morte lenta de nosso planeta, será no Rio de Janeiro. Por outro lado, também somos um país em rápido desenvolvimento que luta para tirar dezenas de milhões de pessoas da pobreza, e é intensa a pressão sobre nossas lideranças para desmatar florestas e abrir minas para gerar lucro. Daí o perigo de essas lideranças estarem quase dando o braço a torcer em termos de proteção ambiental. Ativistas locais estão sendo assassinados, intimidados e silenciados. Agora, cabe aos membros da Avaaz pedirem aos políticos brasileiros para serem firmes.
Sabemos que há uma alternativa. Lula, o antecessor de Dilma, reduziu enormemente o desflorestamento e consolidou a reputação internacional de nosso país como líder em questões ambientais, além de gozar de um gigantesco crescimento econômico. Vamos nos unir agora e pedir a Dilma para seguir o mesmo exemplo! Assine o abaixo-assinado para salvar nossas florestas e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:
http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl
Nos últimos 3 anos, os membros da Avaaz no Brasil mobilizaram-se com enormes iniciativas e lideraram extraordinárias campanhas para que o mundo chegue a ser aquele que todos desejamos: conseguiram a aprovação de uma histórica lei anticorrupção e fizeram lobby para que o governo tivesse um papel de liderança na ONU, protegesse os direitos humanos e interviesse para apoiar a democracia no Oriente Médio, e ainda ajudasse a proteger os direitos os direitos humanos na África e outras regiões.
Agora, estamos reunindo os membros da Avaaz de todo o mundo em um apelo global para salvar as florestas. Juntos, podemos construir um movimento florestal internacional e proclamar o Brasil mais uma vez como um verdadeiro líder em questões ambientais. Assine o abaixo-assinado e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:
http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl
Com esperança,
Emma, Ricken, Alice, Ben, Iain, Laura, Graziela, Luis e o resto da equipe da Avaaz
MAIS INFORMAÇÕES:
Ativistas marcham contra novo Código Florestal no Rio e em SP
http://bit.ly/mnmoGz
Senado precisa modificar o Código Florestal
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110619/not_imp734296,0.php
Ministra vai recomendar veto caso Código Florestal seja aprovado no Senado sem mudanças
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/21/ministra-vai-recomendar-veto-caso-codigo-florestal-seja-aprovado-no-senado-sem-mudancas-924734864.asp
Para senador, novo Código Florestal compromete a defesa do meio ambiente
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/16/para-senador-novo-codigo-florestal-compromete-a-defesa-do-meio-ambiente/
Igreja Católica anuncia apoio contra o novo Código Florestal Brasileiro
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/06/22/igreja-catolica-anuncia-apoio-contra-o-novo-codigo-florestal-brasileiro
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A caminho da liberdade
Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, passará a noite em prisão dinamarquesa e será libertado amanhã, após protesto pacífico na Groenlândia.
Após quatro dias na prisão, o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, foi deportado hoje da Groenlândia. Ele está neste momento voando para Copenhague, onde ele sera mantido na prisão por uma noite. Em seguida ele será levado para Amsterdam, onde será libertado.
Naidoo e seu companheiro ativista Ulvar Arnkvaern foram presos na sexta de manhã, depois de violar a zona de exclusão e escalar a controversa plataforma de petróleo no Ártico, distante 120 quilômetros da costa da Groenlândia. Eles foram indiciados pela invasão. A operadora da plataforma Cairn Energy utilizou fortes jatos de água para tentar evitar que Kumi subisse a escada de 30 metros, mas Naidoo enfrentou os jatos de água congelantes e chegou à plataforma.
Encharcado, ele pediu que Cairn imediatamente suspendesse a perfuração de novos poços de petróleo e deixasse o Ártico. Ele também apresentou aos operadores da plataforma uma lista com 50 mil nomes de pessoas de todo o mundo que enviaram e-mails para a Cairn, pedindo que a companhia publicasse o plano de segurança em caso de vazamento de óleo.
O documento está no centro de uma longa campanha de ação direta no Ártico. Após 90 minutos na plataforma, um helicóptero de um navio de guerra dinamarquês que estava nas redondezas pousou próximo a Kumi e o prendeu. Antes de escalar a plataforma, ele descreveu a campanha para parar as perfurações no Ártico de “uma das batalhas ambientais da nossa era”.
Em carta para sua filha escrita na prisão no último domingo – Dia dos Pais no local – Naidoo explicou por que escalou a plataforma.
"Embora a luta para evitar a destruição no Ártico pareça distante, ela é fundamental para toda a humanidade. O aquecimento global ameaça a vida de milhões e o excesso de derretimento do Ártico faz com que o nível do mar aumente em todo o mundo. Portanto é importante que instiguemos nossos líderes a perseguirem até a última gota de óleo que existe para buscarmos mlehores alternativas."
Kumi, 45 anos, era um jovem líder no movimento antiapartheid na África do Sul, onde ele foi preso várias vezes e acusado de desobediência civil e violação do estado de emergência. Ele viveu ilegalmente no país antes de ser forçado a deixar a África do Sul e viver no exílio no Reino Unido.
domingo, 19 de junho de 2011
Mares nunca dantes explorados
A mais completa pesquisa global sobre a vida nos oceanos, realizada por 2,7 mil cientistas de 80 países, descobre novas espécies e revela que os mares estão ameaçados pela exploração econômica, pelo aquecimento global e pela nossa ignorância sobre eles
O oceanógrafo Neil Bruce, do Museu Tropical do Queensland, investiga novas espécies num aquário iluminado na Ilha da Lagartixa, no nordeste da Austrália.
O mais abrangente programa de investigação sobre a vida nos mares mostra que a ciência conhece muito pouco sobre os oceanos. Durante dez anos (de 2000 a 2010), o Censo da Vida Marinha mobilizou 2,7 mil pesquisadores de 80 países, promoveu 540 expedições e investiu US$ 650 milhões para descrever 1,2 mil espécies - aumentando para 230 mil o número de espécies marinhas conhecidas, plantas, invertebrados e peixes. O total deve aumentar porque ainda existem 5 mil organismos sob análise.
Os cientistas comprovaram que os mares com a história evolutiva mais antiga são os mais ricos em biodiversidade: os do Japão, com 33 mil espécies, e os da Austrália, também com 33 mil. Entretanto, até agora, apenas 1,75 milhão de seres dos 30 milhões existentes no planeta foram descritos. O oceano é uma caixa-preta.
O verme Squidworm, descoberto no Mar de Celebes, na Oceania.
Das 30 milhões de espécies supostamente existentes no planeta, só 1,75 milhão foram descritas até hoje. Os oceanos ainda são caixas-pretas para a ciência

O dragão-marinho-folheado (Phycodurus eques) recorre à camuflagem para parecer uma folha.
Peixe hermafrodita da Nova Zelândia. O design da face lembra as tatuagens dos guerreiros maoris
Caranguejo de garras peludas da Ilha de Páscoa.

Uma nova anêmona descoberta em águas tropicais.
Peixe antártico destituído de pigmentos vermelhos no sangue, adaptado à baixa temperatura.
Por Maria Fernanda Ribeiro
O oceanógrafo Neil Bruce, do Museu Tropical do Queensland, investiga novas espécies num aquário iluminado na Ilha da Lagartixa, no nordeste da Austrália.
O mais abrangente programa de investigação sobre a vida nos mares mostra que a ciência conhece muito pouco sobre os oceanos. Durante dez anos (de 2000 a 2010), o Censo da Vida Marinha mobilizou 2,7 mil pesquisadores de 80 países, promoveu 540 expedições e investiu US$ 650 milhões para descrever 1,2 mil espécies - aumentando para 230 mil o número de espécies marinhas conhecidas, plantas, invertebrados e peixes. O total deve aumentar porque ainda existem 5 mil organismos sob análise.
Os cientistas comprovaram que os mares com a história evolutiva mais antiga são os mais ricos em biodiversidade: os do Japão, com 33 mil espécies, e os da Austrália, também com 33 mil. Entretanto, até agora, apenas 1,75 milhão de seres dos 30 milhões existentes no planeta foram descritos. O oceano é uma caixa-preta.
O verme Squidworm, descoberto no Mar de Celebes, na Oceania.
Além de diminuir a ignorância humana sobre os oceanos - estampada nos mapas de navegação do século 16 pela expressão "Mar Incógnito" -, o programa multidisciplinar do censo ajudará a avaliar as ameaças sobre os ecossistemas marinhos, como mudanças climáticas, impacto da pesca industrial e vazamentos de petróleo, como o que atingiu o Golfo do México em 2010. O Censo da Vida Marinha é um projeto do Consórcio de Liderança Oceânica, instituição sediada em Washington (EUA), que conta com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), de agências governamentais de 80 países, da Escola de Oceanografia da Universidade de Rhode Island (EUA), do Laboratório de Ecologia Marinha da Universidade de Duke (EUA) e também de empresas privadas.
Os cientistas acharam criaturas vivas desconhecidas em fontes hidrotermais submarinas com temperatura de 400º centígrados, em mares congelados e em águas com pouca luz e oxigênio. Entre vários seres exóticos registraram um caranguejo de garras peludas, uma lagosta gigante, um peixe antártico sem nenhum pigmento vermelho no sangue e um hermafrodita que habita as águas do Oceano Índico e é um dos maiores peixes de recife do mundo.
Das 30 milhões de espécies supostamente existentes no planeta, só 1,75 milhão foram descritas até hoje. Os oceanos ainda são caixas-pretas para a ciência
Das 30 milhões de espécies supostamente existentes no planeta, só 1,75 milhão foram descritas até hoje. Os oceanos ainda são caixas-pretas para a ciência
O dragão-marinho-folheado (Phycodurus eques) recorre à camuflagem para parecer uma folha.
Peixe hermafrodita da Nova Zelândia. O design da face lembra as tatuagens dos guerreiros maoris
Caranguejo de garras peludas da Ilha de Páscoa.
Uma nova anêmona descoberta em águas tropicais.
Peixe antártico destituído de pigmentos vermelhos no sangue, adaptado à baixa temperatura.
Por Maria Fernanda Ribeiro
sábado, 18 de junho de 2011
Líder global do Greenpeace é preso
Kumi Naidoo foi detido após protagonizar ação em plataforma de petróleo na Groelândia
O Diretor Executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, foi preso e está voando neste momento para a Groelândia após invadir uma zona oceânica de exclusão e escalar uma controversa plataforma de petróleo localizada a 120 quilômetros da costa da Groelândia.
Às 6h45 desta manhã (horário local), um barco inflável transportando Naidoo foi lançado ao mar pelo navio Esperanza. Para tentar evitar a escalada de uma escada de 30 metros pelo diretor, a operadora da plataforma, Cairn Energy, disparou poderosos jatos de água contra Naidoo, que resistiu bravamente à água congelante e seguiu rumo ao local em meio ao oceano Ártico.
Completamente molhado, ele pediu que Cairn imediatamente pare de perfurar novos poços de petróleo e deixe o Ártico. Naidoo também solicitou um encontro com o chefe da plataforma para que ele entregasse uma lista com o nome de 50 mil pessoas de todas as partes do planeta que escreveram emails para a operadora, pedindo que ela publique o plano de segurança em caso de vazamento de óleo. O documento tem sido o centro de uma longa campanha do Greenpeace no Ártico.
Momentos antes de sua prisão, Kumi Naidoo falou pelo radio com a tripulação do Esperanza, dizendo:
“Parece que eu estou sendo preso agora. Eles dizem que eu serei levado à Groelândia, mas eu não sei o que acontecerá depois. Eu fiz isso por que a perfuração de dutos de óleo é uma das batalhas ambientais da nossa era. Eu sou africano mas eu me importo profundamente sobre o que está acontecendo aqui. O derretimento acelerado da região do Ártico é um grave aviso para todos nós. Então não nos impressiona que companhias como a Cairn enxerguem isso como uma chance de agravar ainda mais a crise climática que vivemos. Nós temos que estabelecer um limite e dizer não. E é isso que estou fazendo aqui e agora no Ártico”.
Como o helicóptero em que Naidoo e seu companheiro ativista Ulvar Arnkvaern partiu da plataforma, Ben Stewart, que estava embarcado no Esperanza, disse:
“Após mais de um mês de ação para parar as perigosas perfurações profundas no Ártico, e 22 ativistas presos entre eles Kumi, é hora de acelerar a campanha e levá-la para fora do Ártico”.
“Estamos agora deixando a área e levando a campanha contra as perigosas perfurações no Ártico para outros lugares. O próximo passo da campanha será um tour científico na Groelândia para investigar o impacto no clima que já está em andamento. Nós continuaremos a insistir para que o plano de segurança em caso de vazamento de óleo seja divulgado”.
“Isto está longe do fim. A batalha para parar a perfuração de dutos de oleo no Ártico está apenas começando. Um movimento está sendo criado contra esta loucura, e desafiará todas as vezes as companhias de petróleo até que elas se retirem do Ártico. Estes são anos críticos, de luta para prevenir os piores efeitos das mudanças climáticas que serão vencidos ou perdidos. O derretimento do gelo é um aviso, e se tivermos a sabedoria para ter cuidado com isso um futuro melhor ainda é possível”.
Kumi, 45 anos, era um jovem líder no movimento antiapartheid na África do Sul, onde ele foi preso várias vezes e acusada por desobediência civil, e violação do estado de emergência. Ele viveu ilegalmente antes de ser forçado a deixar a África do Sul e viver no exílio no Reino Unido.
O Diretor Executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, foi preso e está voando neste momento para a Groelândia após invadir uma zona oceânica de exclusão e escalar uma controversa plataforma de petróleo localizada a 120 quilômetros da costa da Groelândia.
Às 6h45 desta manhã (horário local), um barco inflável transportando Naidoo foi lançado ao mar pelo navio Esperanza. Para tentar evitar a escalada de uma escada de 30 metros pelo diretor, a operadora da plataforma, Cairn Energy, disparou poderosos jatos de água contra Naidoo, que resistiu bravamente à água congelante e seguiu rumo ao local em meio ao oceano Ártico.
Completamente molhado, ele pediu que Cairn imediatamente pare de perfurar novos poços de petróleo e deixe o Ártico. Naidoo também solicitou um encontro com o chefe da plataforma para que ele entregasse uma lista com o nome de 50 mil pessoas de todas as partes do planeta que escreveram emails para a operadora, pedindo que ela publique o plano de segurança em caso de vazamento de óleo. O documento tem sido o centro de uma longa campanha do Greenpeace no Ártico.
Momentos antes de sua prisão, Kumi Naidoo falou pelo radio com a tripulação do Esperanza, dizendo:
“Parece que eu estou sendo preso agora. Eles dizem que eu serei levado à Groelândia, mas eu não sei o que acontecerá depois. Eu fiz isso por que a perfuração de dutos de óleo é uma das batalhas ambientais da nossa era. Eu sou africano mas eu me importo profundamente sobre o que está acontecendo aqui. O derretimento acelerado da região do Ártico é um grave aviso para todos nós. Então não nos impressiona que companhias como a Cairn enxerguem isso como uma chance de agravar ainda mais a crise climática que vivemos. Nós temos que estabelecer um limite e dizer não. E é isso que estou fazendo aqui e agora no Ártico”.
Como o helicóptero em que Naidoo e seu companheiro ativista Ulvar Arnkvaern partiu da plataforma, Ben Stewart, que estava embarcado no Esperanza, disse:
“Após mais de um mês de ação para parar as perigosas perfurações profundas no Ártico, e 22 ativistas presos entre eles Kumi, é hora de acelerar a campanha e levá-la para fora do Ártico”.
“Estamos agora deixando a área e levando a campanha contra as perigosas perfurações no Ártico para outros lugares. O próximo passo da campanha será um tour científico na Groelândia para investigar o impacto no clima que já está em andamento. Nós continuaremos a insistir para que o plano de segurança em caso de vazamento de óleo seja divulgado”.
“Isto está longe do fim. A batalha para parar a perfuração de dutos de oleo no Ártico está apenas começando. Um movimento está sendo criado contra esta loucura, e desafiará todas as vezes as companhias de petróleo até que elas se retirem do Ártico. Estes são anos críticos, de luta para prevenir os piores efeitos das mudanças climáticas que serão vencidos ou perdidos. O derretimento do gelo é um aviso, e se tivermos a sabedoria para ter cuidado com isso um futuro melhor ainda é possível”.
Kumi, 45 anos, era um jovem líder no movimento antiapartheid na África do Sul, onde ele foi preso várias vezes e acusada por desobediência civil, e violação do estado de emergência. Ele viveu ilegalmente antes de ser forçado a deixar a África do Sul e viver no exílio no Reino Unido.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Hoje tem eclipse da Lua, com interferência das cinzas vulcânicas
Os eclipses lunares são um dos mais interessantes eventos astronômicos que podemos presenciar e no final da tarde dessa quarta-feira teremos mais um desses momentos. Apesar de na maior parte do Brasil a Lua já nascer eclipsada, o fenômeno promete ser bastante interessante devido à interferência ótica causada pelas cinzas do vulcão no Chile
Direitos Reservados
Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link:
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Hoje_tem_eclipse_da_Lua_com_interferencia_das_cinzas_vulcanicas&posic=dat_20110615-073850.inc
Durante o eclipse a Terra ficará entre o Sol e a Lua, impedindo que a luz da estrela ilumine nosso satélite. O momento máximo do fenômeno ocorrerá às 17h12 pelo horário de Brasília, com a Lua ainda abaixo do horizonte. Entretanto, o fenômeno ainda poderá ser acompanhado até às 20h00, quando o eclipse finaliza.
Como acontece
Quando qualquer corpo esférico é iluminado por uma fonte pontual de luz, são produzidos dois cones de sombra, chamados de penumbra e umbra. Em condições ideais a região da umbra é totalmente escura, enquanto a penumbra ainda recebe uma parte da luz. Durante um eclipse lunar acontece o mesmo, com o Sol fazendo o papel da fonte de luz pontual. Fortemente iluminada, a Terra também produz dois cones de sombra que são projetados no espaço.
Em algumas ocasiões, o movimento de translação da Lua ao redor da Terra a coloca apenas dentro do cone da penumbra. Esta ocasião recebe o nome de eclipse penumbral e é muito difícil de ser observado, já que a diminuição de luz dentro deste cone é muito baixa para ser percebida. Em outras situações, no entanto, a Lua mergulha exatamente dentro da zona de sombra da umbra, ocorrendo então o eclipse total da lua, como o desta quarta-feira.
Refração
É importante notar que mesmo imersa na sombra da Terra, a Lua não desaparece totalmente. Uma parte dos raios do Sol sofre um pequeno desvio, ou refração, nas altas camadas da atmosfera. Esse desvio faz a luz solar penetrar no cone da umbra e ilumina Lua. As condições atmosféricas determinam a cor da Lua no momento do eclipse e esta pode se apresentar alaranjada, avermelhada e até marrom escuro. Partículas em suspensão geradas por erupções vulcânicas contribuem para avermelhar ainda mais o satélite durante o evento e é isso que deve acontecer nesta quarta-feira devido às cinzas criadas pelo vulcão chileno Puyehue, em erupção desde 4 de junho.
No Brasil
Todo eclipse total da Lua possui cinco fases bem definidas que incluem os contatos iniciais e finais do satélite com os cones de umbra e penumbra além do meio do eclipse, conhecido como totalidade. A figura abaixo ilustra os momentos.
Como a totalidade do eclipse ocorre às 17h12 pelo horário de Brasília, esse momento não poderá ser visto em todo o Brasil, mas poderá ser acompanhado quase na maior parte da Região Nordeste, favorecida pela localização geográfica.
Ciclo de Saros
Muitos dos que estão lendo esse artigo provavelmente não se lembram, mas no dia 4 de junho de 1993 o céu também foi palco de um eclipse total da Lua. E o que é mais interessante, igualzinho ao desta quarta-feira. Em outras palavras, hoje teremos um eclipse repetido.
Isso acontece devido ao Ciclo de Saros, um período de 18 anos, 11 dias e 8 horas, em que algumas efemérides da Lua fazem com que um eclipse semelhante volte a se repetir. Sendo assim, um eclipse total da Lua, com as mesmas características do desta quarta-feira ocorrerá na próxima terça-feira, 26 de junho de 2029.
Direitos Reservados
Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link:
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Hoje_tem_eclipse_da_Lua_com_interferencia_das_cinzas_vulcanicas&posic=dat_20110615-073850.inc
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