O WWF-Brasil recebeu com preocupação a notícia da autorização para o início das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, mais especificamente no Rio Xingu.
A organização ambientalista brasileira considera que o país comete um erro ao autorizar a construção de uma estrutura que não foi suficiente e devidamente discutida com a população local - apesar de ter sido planejada há 20 anos - e que o projeto não leva em conta, adequadamente, itens importantes como o ciclo das secas da Amazônia - que reduzirá (ou inviabilizará) a capacidade de produção de energia sazonalmente; a distância da obra em relação à demanda, que encarecerá o preço da energia produzida; o funcionamento dos sistemas ecológicos e a dinâmica social e cultural em torno das bacias hidrográficas, entre outros problemas já mencionados em seu texto de posicionamento "Barragens & Belo Monte".
O WWF-Brasil volta a destacar a existência de alternativas mais sustentáveis compor a matriz elétrica do País, tais como a energia eólica e os bioenergia e a possibilidade, ainda não cogitada, de uma reengenharia e modernização das UH já existentes, o que permitiria a geração de mais energia com o mesmo parque hidrelétrico a um custo muito menor que a construção de novas unidades.
Mesmo reconhecendo a eventual necessidade de construção de novas hidrelétricas, o WWF-Brasil reitera sua posição de que a decisão neste sentido não seja tomada barragem a barragem, mas dentro de um planejamento amplo, que considere o funcionamento dos sistemas ecológicos dos rios, mantendo rios de fluxo livre, poupando biodiversidade.
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