domingo, 12 de fevereiro de 2012

Hora do Planeta Sabado, 31 de março de 2012




                                                                                                    
                                                                                                                      
 






No sábado, 31 de Março de 2012, milhões de pessoas de diferentes países vão desligar as luzes na Hora do Planeta, uma iniciativa global da WWF, a World Conservation, para mostrar que nos preocupamos com as mudanças climáticas .

Este ano será realizada no sábado 31 de março entre as 20h30 e 21,30 e contará com a adesão de municípios, empresas e indivíduos nas grandes cidades em todo o mundo.

Hora do Planeta pretende demonstrar que, juntos, cada um de nós pode dar um sinal positivo para enfrentar o aquecimento global. Ele surgiu em Sydney, Austrália, durante 2007 e reuniu dois milhões de pessoas. Cinco anos depois, em 2011, os cidadãos de 135 países em todos os continentes desligado as luzes, mais de 1.500 monumentos e marcos ficou escuro como a Sydney Opera House, City Hall, em Londres, o Empire State Building em Nova York, o Cristo no Rio de Janeijo, a Torre Eiffel, em Paris e do Obelisco em Buenos Aires, pelo menos 1,475,687 pessoas em 205 países visitaram o site www.earthhour.org naquele dia, e Google teve 74,6 milhões de imagens da Terra esta noite.


No que pode ser o maior chamado à ação para combater as mudanças climáticas, a Hora do Planeta 2012 vai receber centenas de milhões de pessoas nas cidades em seis continentes desligando as luzes durante uma hora. Hora do Planeta 2012 pretende alcançar seu compromisso de uma mudança global para beneficiar o meio ambiente.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vazou de novo

Vazamento de óleo na Bacia de Santos Foto: Reprodução/Marinha do Brasil
 


Um vazamento de cerca de 160 barris de petróleo foi detectado na bacia de Santos, nesta terça-feira, em um poço na camada pré-sal perfurado pela Petrobras. A estatal informou que houve um rompimento na coluna de produção do poço, ou seja, no duto perfurado na rocha por onde o óleo flui até a superfície.
A companhia, que realiza um teste de produção com um navio-plataforma na região, afirma que não há possibilidade do petróleo chegar à costa brasileira e que o poço foi fechado para evitar que mais óleo contamine as águas. Um plano de emergência para recolher o petróleo no mar e o óleo residual da parte superior da coluna de produção.
As causas do acidente serão investigadas assim como as do vazamento em Tramandaí (RS) que ocorreu na quinta-feira (26/01) da semana passada cujo laudo deve sair em 30 dias. O acidente no litoral gaúcho aconteceu quando o óleo de um navio era descarregado para um sistema de dutos próximo à costa. A companhia responsável, a Transpetro, subsidiária da Petrobras, criou uma comissão interna para apurar as circunstâncias do vazamento que atingiu três quilômetros da orla do município.
O tema da exploração de petróleo na camada pré-sal é cada vez mais delicado devido a tantos acidentes na costa brasileira. Há menos de três meses, o incidente com a Chevron no campo do Frade, na bacia de Campos, deixou vazar 2.400 barris de óleo devido a uma forte pressão que surgiu no poço quando o equipamento de perfuração atingiu o reservatório de petróleo. O óleo vazou por uma rachadura na parede do poço até o leito marinho, chegando depois à superfície, mesmo com o equipamento de segurança tendo sido acionado.


Postado por Marina Yamaoka

sábado, 28 de janeiro de 2012

Ambiente hostil



Folhas são painéis solares captadores de energia que animam a sonoridade do planeta Terra como uma jukebox.

Para Hempton, o ambiente urbano é muito barulhento. A poluição sonora é tanta que somos educados, desde pequenos, a prestar mais atenção a certos sons do que a outros. Nas cidades, a acústica ambiental pode ser preservada em igrejas e catedrais, locais silenciosos onde as pessoas podem ser ouvidas e compreendidas. Neles é possível ouvir todo o ambiente, de modo que nos sentimos seguros. "Já nas ruas recebemos toneladas de informação, muitas das quais insignificantes. A dificuldade de ouvir o que se passa ao redor abre oportunidade para ladrões se aproximarem, e dificilmente alguém ouve gritos de socorro. Locais barulhentos apresentam maior criminalidade", diz Hempton. Níveis altos de poluição sonora geram insegurança e estresse.



É possível tornar o espaço urbano mais agradável. Parques no meio da cidade podem ser ambientes convidativos e atrair parte da fauna original, como passarinhos. Em termos sonoros, a ausência do caos urbano é reconfortante. "Em São Paulo, você vê sabiás-laranjeira por todo lado. Agora, se você vai a Campinas, Piracicaba e Rio Claro, não vai encontrá-los, porque as pessoas não plantaram árvores frutíferas suficientes. Aqui em São Paulo, nos anos 60, fizemos uma campanha para incentivar a plantação de amoreiras, pitangueiras, etc. Hoje, São Paulo é a capital com mais sabiás-laranjeira da América Latina", afirma Frisch. Para quem mora em apartamento, e deseja ser visitado por pássaros, basta colocar frutas na janela.
A paisagem sonora é composta por todos os sons que permeiam o espaço, emitidos por todos os seres.
Trabalho arriscado
Frisch e Hempton partem do mesmo princícipio, mas atuam com objetivos distintos. Munidos de aparelhos para gravar cantos dos pássaros e sons da natureza, os dois se arriscam para preservar sinfonias naturais. "O acesso a locais remotos é caro, desafiador do ponto de vista físico e, algumas vezes, da perspectiva emocional também", diz Hempton. O desafio do caçador de som é escapar da poluição sonora. "A parte mais difícil do meu trabalho é ficar longe da família. Já a melhor é voltar para casa e compartilhar o material que gravei e as histórias. Vivemos em um planeta maravilhoso!", conclui.

Para Frisch, um de seus maiores desafios, além de achar passarinhos em Miami, foi gravar o canto do uirapuru, em 1962. A espécie vive no coração da Floresta Amazônica e aparece na primavera. O uirapuru tem sete cantos, associados à sorte, ao amor e à felicidade. "Embrenhado nas matas do Seringal Bagaço, no Rio Acre, quando tinha 32 anos, consegui gravar todos os sete cantos. Dali para a frente, promessas alvissareiras passaram a sobrevoar minha vida. É algo mágico que faz com que sempre me aconteça o melhor!", afima. De fato, o sucesso do ornitólogo e do uirapuru contribuíram para a criação, no norte da Amazônia, do Parque Nacional Indígena do Tumucumaque (1968) e do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (2002), no Pará e no Amapá.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ecologia acústica

A natureza emite mensagens por meio de sons que muitos não conseguem interpretar, pois é possível ouvir e não escutar. Mas, para preservá-las e protegê-las há cada vez mais ecologistas acústicos.


Por Maíra Lie Chao


Gordon Hempton: 7 mil gravações de "músicas" da natureza.
Como presente pelos seus 80 anos, o brasileiro Johan Dalgas Frisch deu-se de presente uma viagem aos Estados Unidos, em 2010, para ouvir o canto do sabiá do Texas, um dos melhores tenores naturais americanos. Depois de apreciar sua canção, foi para Miami, na Flórida, procurar outros pássaros. "Fui tomado de uma profunda tristeza ao constatar que, no fim de 20 dias, avistara apenas um solitário pardal", frisa. "Em compensação, havia por toda a parte aves velozes de plumagem brilhante: Rolls-Royces, Ferraris, Porsches e Mercedes."
Frisch é um ornitólogo ativo desde os anos 60, autor do livro Para Que as Primaveras Não Se Calem para Sempre, e um connoisseur dos sons da natureza. Essa habilidade humana crucial para a sobrevivência vem se perdendo. Primeiro porque "depois da Revolução Industrial, um número crescente de paisagens sonoras desapareceu completamente ou se transformou em uma nuvem homogênea de sons urbanos contemporâneos, cheia de trânsito", afirma o biólogo Kendall Wrightson, num artigo publicado no Journal of Acoustic Ecology. Em segundo lugar, porque, em meio à poluição sonora, selecionamos os sons que julgamos importantes e descartamos o restante.
"Escutar, ou seja, ouvir com atenção, é uma atividade que muita gente entende errado. É comum pensar que basta focar em algum som e ignorar os demais. Para mim, isso não é escuta, mas deficiência controlada", explica o norteamericano Gordon Hempton, que tem 30 anos de carreira como caçador de sons e 7 mil gravações de "músicas" da natureza, cada uma com duas horas de duração. Hempton, tal como Frisch e Wrightson, é um ecologista acústico, um ambientalista preocupado em preservar a natureza física dos ambientes e a paisagem sonora composta por todos os sons que permeiam o espaço, emitidos por todos os seres. "Para mim, um ecologista acústico é, acima de tudo, uma pessoa que sabe escutar. O que fazemos é tratar todos os sons com igual importância para saber interpretá-los", afirma.
A ecologia acústica nasceu no início dos 70, com a criação do Projeto das Paisagens Sonoras Mundiais, liderado por Raymond Murray Schafer, da Simon Fraser University, no Canadá. Em 1993, foi criado o Fórum Mundial para Ecologia Acústica, cujo objetivo é a conscientização sobre os efeitos sonoros por meio de gravações, bases de dados, pesquisas acadêmicas e trabalhos artísticos. Segundo Schafer, o mundo é uma composição musical que se desenrola a nossa volta; somos, simultaneamente, audiência, performers e compositores.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dia de vergonha

Senado aprova novo Código Florestal com vícios ruralistas: brechas para aumento de desmatamento e anistia a desmatadores

Greenpeace leva mensagem à Praça dos Três Poderes, em Brasília. © Greenpeace / Tico Fonseca - Iluminart
  Um dia depois de o Inpe divulgar o menor índice de desmatamento da Amazônia já registrado, o Congresso reanimou a sanha da motosserra. Foi em ritmo de atropelo, sob pressão ruralista e o tácito consentimento do governo, que a proposta que acaba com a proteção florestal foi aprovada hoje no Senado. Com 58 votos a favor e 8 contra, o novo Código Florestal foi adiante ainda carregando brechas para mais desmatamento e anistia a desmatadores.
Uma das últimas esperanças para a preservação da floresta, a emenda que pedia uma moratória de dez anos para o desmatamento na Amazônia teve apoio na plenária, mas foi rejeitada com o presidente da mesa, José Sarney (PMDB-AP), encerrando rapidamente a votação.
Votaram contra a desfiguração da lei e honraram o compromisso com seus eleitores apenas os senadores Marcelo Crivella (PRB/RJ), Cristovam Buarque (PDT-DF), Marinor Brito (PSOL-PA), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Davim (PV-RN), Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e João Capiberibe (PSB-AP).
Não houve surpresa, infelizmente. O projeto de lei aprovado é o reflexo dos anseios ruralistas – ainda que não tão explícito quanto era quando saiu da Câmara dos Deputados – e foi transformado, em vez de uma lei ambiental, em mais uma lei de uso agropecuário do solo. Em breve, o Código Florestal, como legislação ambiental mais avançada do mundo, passará a ser um instrumento para ruralista ligar a motosserra.
"O texto aprovado é muito ruim. Ele abre brechas para o avanço do desmatamento sobre as florestas, e esse estrago já causou prejuízos, como no caso do estado do Mato Grosso", explica o diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario. Alertado e pressionado pelas organizações da sociedade civil, o governo foi a campo e conseguiu evitar que aquela explosão continuasse.
"O índice de desmatamento, em queda nos últimos anos, tem de ser mantido. E o governo precisa mostrar que de fato tem um plano sustentável para o país, como já disse a presidente Dilma tantas vezes", diz Adario.
Em plenário, os senadores falaram em um consenso sobre o texto, mas essa é mais uma manobra da bancada ruralista para convencer a presidente de que não é necessário tomar nenhuma atitude contra o projeto. Isso só fica assim se ela se fizer de surda para os apelos de todos os demais setores da sociedade.
O texto agora volta para votação pelos deputados, onde espera-se que o trâmite seja rápido (afinal, os ruralistas querem é que ele seja aprovado logo mesmo), para então passar para as mãos da presidente.
Ritmo de motosserra
O processo de reforma do Código Florestal foi conduzido de forma totalmente desigual. Depois de ser costurado pelos ruralistas na Câmara por um ano e meio, o Senado teve apenas seis meses para apresentar um relatório final. Com pressa tal, o debate foi atropelado e os senadores não deram o devido valor à contribuição da ciência e das organizações da sociedade civil, argumento que tanto usaram para mostrar que naquela Casa o nível da discussão seria diferente.
Enquanto as vontades ruralistas eram plenamente acatadas pelos relatores, as recomendações de cientistas, juristas, ambientalistas e demais organizações, além de 1,5 milhão de brasileiros foram solenemente ignoradas.
"Os cientistas e o Ministério Público já disseram que esse Código Florestal não é bom para o meio ambiente e será questionado juridicamente. Para que não haja um desastre ambiental no país, a presidente Dilma deve cumprir suas promessas de campanha, contra a anistia e o desmatamento, e vetar o projeto", afirma Adario.
Assine aqui a petição pedindo para que a presidente Dilma Roussef não permita um retrocesso ao Código Florestal.
Veja as fotos da atividade no dia da votação:

/http://www.flickr.com//photos/greenpeacebrasil/sets/72157628307843421/show/
 


sábado, 3 de dezembro de 2011

Florestas pedem socorro‏

Código Florestal: veta, Dilma










Olá, ciberativista
Na época da campanha presidencial, em 2010, Dilma disse que vetaria qualquer mudança no atual Código Florestal que anistiasse desmatadores e incentivasse o desmatamento. Pois bem, esses são dois dos principais pontos da proposta do novo Código Florestal que passou na Câmara e está prestes a ser votado no Senado. E onde andam Dilma e o governo nesse assunto?
Por enquanto, ninguém sabe e ninguém viu. A presidente manteve seu governo completamente distante das discussões no Congresso. E se ele aprovar o código anistiando desmatadores e rompendo as amarras que tolhem a ação das motosserras, o que Dilma fará? Manterá suas promessas de campanha e vetará o projeto antifloresta de inspiração ruralista?
Seguro morreu de velho: melhor não deixar a presidente sozinha na hora de tomar essa decisão. Lembre a ela sobre sua promessa aos brasileiros e diga que ela tem o seu apoio para usar seu poder de veto e barrar uma lei que vai arrasar as florestas do Brasil. Participe da campanha Veta, Dilma.



Veta,Dilma. Assine a petição para proteger nossas florestas contra o #codigoflorestal dos ruralistas. http://bit.ly/txVlzH




São as doações de pessoas como você que asseguram a nossa independência e a nossa capacidade de trabalhar em busca de um país com florestas e geração de energia limpa. Junte-se a nós!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pare Angra 3




Nesta semana, os oceanos ganharão um novo e destemido defensor. O Rainbow Warrior III integrará oficialmente a frota de navios do Greenpeace.

Projetado totalmente à medida para o Greenpeace, o Rainbow Warrior III leva o selo de sustentabilidade. Em lugar dos combustíveis fósseis, seu principal motor será a força dos ventos. Sua operação por motores só será acionada em caso de condições adversas. Mesmo assim, seu casco foi desenhado para reduzir ao máximo o uso de combustíveis. O calor dos geradores será reutilizado no aquecimento da água a bordo, em cabines e banheiros, e para o pré-aquecimento das máquinas.


Tudo isso foi possível graças ao apoio de colaboradores de todo o mundo. Mais de 100 mil pessoas fizeram doações, patrocinando a compra de peças e outros equipamentos por meio da internet até que a construção do navio fosse finalizada.


O navio partirá de Berne-Matzen na Alemanha para suas primeiras missões. Kumi Naidoo diretor executivo do Greenpeace Internacional, esteve na apresentação e disse que o novo Rainbow Warrior é perfeito para a tempestade de desafios ecológicos, democráticos e financeiros que nosso mundo está encarando.


Na mesma ocasião, a advogada canadense que defende os direitos indígenas e é madrinha da embarcação, Melina Laboucan-Massimo, lembrou uma citação do povo indígena Cree que deu origem ao nome Rainbow Warrior: “Um dia a terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos nas correntezas dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição.
Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.”