sábado, 28 de janeiro de 2012

Ambiente hostil



Folhas são painéis solares captadores de energia que animam a sonoridade do planeta Terra como uma jukebox.

Para Hempton, o ambiente urbano é muito barulhento. A poluição sonora é tanta que somos educados, desde pequenos, a prestar mais atenção a certos sons do que a outros. Nas cidades, a acústica ambiental pode ser preservada em igrejas e catedrais, locais silenciosos onde as pessoas podem ser ouvidas e compreendidas. Neles é possível ouvir todo o ambiente, de modo que nos sentimos seguros. "Já nas ruas recebemos toneladas de informação, muitas das quais insignificantes. A dificuldade de ouvir o que se passa ao redor abre oportunidade para ladrões se aproximarem, e dificilmente alguém ouve gritos de socorro. Locais barulhentos apresentam maior criminalidade", diz Hempton. Níveis altos de poluição sonora geram insegurança e estresse.



É possível tornar o espaço urbano mais agradável. Parques no meio da cidade podem ser ambientes convidativos e atrair parte da fauna original, como passarinhos. Em termos sonoros, a ausência do caos urbano é reconfortante. "Em São Paulo, você vê sabiás-laranjeira por todo lado. Agora, se você vai a Campinas, Piracicaba e Rio Claro, não vai encontrá-los, porque as pessoas não plantaram árvores frutíferas suficientes. Aqui em São Paulo, nos anos 60, fizemos uma campanha para incentivar a plantação de amoreiras, pitangueiras, etc. Hoje, São Paulo é a capital com mais sabiás-laranjeira da América Latina", afirma Frisch. Para quem mora em apartamento, e deseja ser visitado por pássaros, basta colocar frutas na janela.
A paisagem sonora é composta por todos os sons que permeiam o espaço, emitidos por todos os seres.
Trabalho arriscado
Frisch e Hempton partem do mesmo princícipio, mas atuam com objetivos distintos. Munidos de aparelhos para gravar cantos dos pássaros e sons da natureza, os dois se arriscam para preservar sinfonias naturais. "O acesso a locais remotos é caro, desafiador do ponto de vista físico e, algumas vezes, da perspectiva emocional também", diz Hempton. O desafio do caçador de som é escapar da poluição sonora. "A parte mais difícil do meu trabalho é ficar longe da família. Já a melhor é voltar para casa e compartilhar o material que gravei e as histórias. Vivemos em um planeta maravilhoso!", conclui.

Para Frisch, um de seus maiores desafios, além de achar passarinhos em Miami, foi gravar o canto do uirapuru, em 1962. A espécie vive no coração da Floresta Amazônica e aparece na primavera. O uirapuru tem sete cantos, associados à sorte, ao amor e à felicidade. "Embrenhado nas matas do Seringal Bagaço, no Rio Acre, quando tinha 32 anos, consegui gravar todos os sete cantos. Dali para a frente, promessas alvissareiras passaram a sobrevoar minha vida. É algo mágico que faz com que sempre me aconteça o melhor!", afima. De fato, o sucesso do ornitólogo e do uirapuru contribuíram para a criação, no norte da Amazônia, do Parque Nacional Indígena do Tumucumaque (1968) e do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (2002), no Pará e no Amapá.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ecologia acústica

A natureza emite mensagens por meio de sons que muitos não conseguem interpretar, pois é possível ouvir e não escutar. Mas, para preservá-las e protegê-las há cada vez mais ecologistas acústicos.


Por Maíra Lie Chao


Gordon Hempton: 7 mil gravações de "músicas" da natureza.
Como presente pelos seus 80 anos, o brasileiro Johan Dalgas Frisch deu-se de presente uma viagem aos Estados Unidos, em 2010, para ouvir o canto do sabiá do Texas, um dos melhores tenores naturais americanos. Depois de apreciar sua canção, foi para Miami, na Flórida, procurar outros pássaros. "Fui tomado de uma profunda tristeza ao constatar que, no fim de 20 dias, avistara apenas um solitário pardal", frisa. "Em compensação, havia por toda a parte aves velozes de plumagem brilhante: Rolls-Royces, Ferraris, Porsches e Mercedes."
Frisch é um ornitólogo ativo desde os anos 60, autor do livro Para Que as Primaveras Não Se Calem para Sempre, e um connoisseur dos sons da natureza. Essa habilidade humana crucial para a sobrevivência vem se perdendo. Primeiro porque "depois da Revolução Industrial, um número crescente de paisagens sonoras desapareceu completamente ou se transformou em uma nuvem homogênea de sons urbanos contemporâneos, cheia de trânsito", afirma o biólogo Kendall Wrightson, num artigo publicado no Journal of Acoustic Ecology. Em segundo lugar, porque, em meio à poluição sonora, selecionamos os sons que julgamos importantes e descartamos o restante.
"Escutar, ou seja, ouvir com atenção, é uma atividade que muita gente entende errado. É comum pensar que basta focar em algum som e ignorar os demais. Para mim, isso não é escuta, mas deficiência controlada", explica o norteamericano Gordon Hempton, que tem 30 anos de carreira como caçador de sons e 7 mil gravações de "músicas" da natureza, cada uma com duas horas de duração. Hempton, tal como Frisch e Wrightson, é um ecologista acústico, um ambientalista preocupado em preservar a natureza física dos ambientes e a paisagem sonora composta por todos os sons que permeiam o espaço, emitidos por todos os seres. "Para mim, um ecologista acústico é, acima de tudo, uma pessoa que sabe escutar. O que fazemos é tratar todos os sons com igual importância para saber interpretá-los", afirma.
A ecologia acústica nasceu no início dos 70, com a criação do Projeto das Paisagens Sonoras Mundiais, liderado por Raymond Murray Schafer, da Simon Fraser University, no Canadá. Em 1993, foi criado o Fórum Mundial para Ecologia Acústica, cujo objetivo é a conscientização sobre os efeitos sonoros por meio de gravações, bases de dados, pesquisas acadêmicas e trabalhos artísticos. Segundo Schafer, o mundo é uma composição musical que se desenrola a nossa volta; somos, simultaneamente, audiência, performers e compositores.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dia de vergonha

Senado aprova novo Código Florestal com vícios ruralistas: brechas para aumento de desmatamento e anistia a desmatadores

Greenpeace leva mensagem à Praça dos Três Poderes, em Brasília. © Greenpeace / Tico Fonseca - Iluminart
  Um dia depois de o Inpe divulgar o menor índice de desmatamento da Amazônia já registrado, o Congresso reanimou a sanha da motosserra. Foi em ritmo de atropelo, sob pressão ruralista e o tácito consentimento do governo, que a proposta que acaba com a proteção florestal foi aprovada hoje no Senado. Com 58 votos a favor e 8 contra, o novo Código Florestal foi adiante ainda carregando brechas para mais desmatamento e anistia a desmatadores.
Uma das últimas esperanças para a preservação da floresta, a emenda que pedia uma moratória de dez anos para o desmatamento na Amazônia teve apoio na plenária, mas foi rejeitada com o presidente da mesa, José Sarney (PMDB-AP), encerrando rapidamente a votação.
Votaram contra a desfiguração da lei e honraram o compromisso com seus eleitores apenas os senadores Marcelo Crivella (PRB/RJ), Cristovam Buarque (PDT-DF), Marinor Brito (PSOL-PA), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Davim (PV-RN), Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e João Capiberibe (PSB-AP).
Não houve surpresa, infelizmente. O projeto de lei aprovado é o reflexo dos anseios ruralistas – ainda que não tão explícito quanto era quando saiu da Câmara dos Deputados – e foi transformado, em vez de uma lei ambiental, em mais uma lei de uso agropecuário do solo. Em breve, o Código Florestal, como legislação ambiental mais avançada do mundo, passará a ser um instrumento para ruralista ligar a motosserra.
"O texto aprovado é muito ruim. Ele abre brechas para o avanço do desmatamento sobre as florestas, e esse estrago já causou prejuízos, como no caso do estado do Mato Grosso", explica o diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario. Alertado e pressionado pelas organizações da sociedade civil, o governo foi a campo e conseguiu evitar que aquela explosão continuasse.
"O índice de desmatamento, em queda nos últimos anos, tem de ser mantido. E o governo precisa mostrar que de fato tem um plano sustentável para o país, como já disse a presidente Dilma tantas vezes", diz Adario.
Em plenário, os senadores falaram em um consenso sobre o texto, mas essa é mais uma manobra da bancada ruralista para convencer a presidente de que não é necessário tomar nenhuma atitude contra o projeto. Isso só fica assim se ela se fizer de surda para os apelos de todos os demais setores da sociedade.
O texto agora volta para votação pelos deputados, onde espera-se que o trâmite seja rápido (afinal, os ruralistas querem é que ele seja aprovado logo mesmo), para então passar para as mãos da presidente.
Ritmo de motosserra
O processo de reforma do Código Florestal foi conduzido de forma totalmente desigual. Depois de ser costurado pelos ruralistas na Câmara por um ano e meio, o Senado teve apenas seis meses para apresentar um relatório final. Com pressa tal, o debate foi atropelado e os senadores não deram o devido valor à contribuição da ciência e das organizações da sociedade civil, argumento que tanto usaram para mostrar que naquela Casa o nível da discussão seria diferente.
Enquanto as vontades ruralistas eram plenamente acatadas pelos relatores, as recomendações de cientistas, juristas, ambientalistas e demais organizações, além de 1,5 milhão de brasileiros foram solenemente ignoradas.
"Os cientistas e o Ministério Público já disseram que esse Código Florestal não é bom para o meio ambiente e será questionado juridicamente. Para que não haja um desastre ambiental no país, a presidente Dilma deve cumprir suas promessas de campanha, contra a anistia e o desmatamento, e vetar o projeto", afirma Adario.
Assine aqui a petição pedindo para que a presidente Dilma Roussef não permita um retrocesso ao Código Florestal.
Veja as fotos da atividade no dia da votação:

/http://www.flickr.com//photos/greenpeacebrasil/sets/72157628307843421/show/
 


sábado, 3 de dezembro de 2011

Florestas pedem socorro‏

Código Florestal: veta, Dilma










Olá, ciberativista
Na época da campanha presidencial, em 2010, Dilma disse que vetaria qualquer mudança no atual Código Florestal que anistiasse desmatadores e incentivasse o desmatamento. Pois bem, esses são dois dos principais pontos da proposta do novo Código Florestal que passou na Câmara e está prestes a ser votado no Senado. E onde andam Dilma e o governo nesse assunto?
Por enquanto, ninguém sabe e ninguém viu. A presidente manteve seu governo completamente distante das discussões no Congresso. E se ele aprovar o código anistiando desmatadores e rompendo as amarras que tolhem a ação das motosserras, o que Dilma fará? Manterá suas promessas de campanha e vetará o projeto antifloresta de inspiração ruralista?
Seguro morreu de velho: melhor não deixar a presidente sozinha na hora de tomar essa decisão. Lembre a ela sobre sua promessa aos brasileiros e diga que ela tem o seu apoio para usar seu poder de veto e barrar uma lei que vai arrasar as florestas do Brasil. Participe da campanha Veta, Dilma.



Veta,Dilma. Assine a petição para proteger nossas florestas contra o #codigoflorestal dos ruralistas. http://bit.ly/txVlzH




São as doações de pessoas como você que asseguram a nossa independência e a nossa capacidade de trabalhar em busca de um país com florestas e geração de energia limpa. Junte-se a nós!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pare Angra 3




Nesta semana, os oceanos ganharão um novo e destemido defensor. O Rainbow Warrior III integrará oficialmente a frota de navios do Greenpeace.

Projetado totalmente à medida para o Greenpeace, o Rainbow Warrior III leva o selo de sustentabilidade. Em lugar dos combustíveis fósseis, seu principal motor será a força dos ventos. Sua operação por motores só será acionada em caso de condições adversas. Mesmo assim, seu casco foi desenhado para reduzir ao máximo o uso de combustíveis. O calor dos geradores será reutilizado no aquecimento da água a bordo, em cabines e banheiros, e para o pré-aquecimento das máquinas.


Tudo isso foi possível graças ao apoio de colaboradores de todo o mundo. Mais de 100 mil pessoas fizeram doações, patrocinando a compra de peças e outros equipamentos por meio da internet até que a construção do navio fosse finalizada.


O navio partirá de Berne-Matzen na Alemanha para suas primeiras missões. Kumi Naidoo diretor executivo do Greenpeace Internacional, esteve na apresentação e disse que o novo Rainbow Warrior é perfeito para a tempestade de desafios ecológicos, democráticos e financeiros que nosso mundo está encarando.


Na mesma ocasião, a advogada canadense que defende os direitos indígenas e é madrinha da embarcação, Melina Laboucan-Massimo, lembrou uma citação do povo indígena Cree que deu origem ao nome Rainbow Warrior: “Um dia a terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos nas correntezas dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição.
Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.”

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Protesto Anti-Desmatamento - USP

Saiu no ESTADAO essa reportagem sobre o desmatamento de mais de 1.300 arvores no campus da USP, no Butantã.

Segundo a reportagem abaixo, a universidade sera obrigada a manter apenas 217 arvores no local, e plantar 6.000 mudas. O problema é que serão cortadas árvores adultas, robustas, que trazem um grande benefício para o clima da região. Já essas mudas só trarão efeito similar daqui a 20 ou 30 anos", disse o ...ambientalista Carlos Bocuhy.

Em tempos de preocupações com o meio ambiente, como um projeto desses foi liberado pela Prefeitura e pelo Ministerio do Meio Ambiente ???

Peço que todas as pessoas que estudam, moram proximo a regiao e tambem todas que se preocupam com o meio ambiente ajudem nessa campanha contra esse corte maçiço de arvores, que trará consequencias a todos nos por anos e anos !!!!

Estamos verificando junto aos organizadores do evento uma data para fazermos uma manifestacao dentro do campus,,,,mais informacoes em breve !!! Vamos participar pessoal, unindo forças conseguiremos resultados !!!!

COMPARTILHEM !!! ESPALHEM !!!! DIVULGUEM !!!!

Segue abaixo a reportagem
( link: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,usp-vai-cortar-13-mil-arvores-no-campus-do-butanta,776208,0.htm )


SÃO PAULO - Considerado um dos locais com mais áreas verdes na capital paulista, o câmpus da Universidade de São Paulo (USP) no Butantã, zona oeste, vai perder 1.328 árvores nos próximos meses. Essa pequena mata, equivalente a um Parque Trianon ou da Aclimação, vai dar lugar a um conjunto de museus planejado pela reitoria desde 2001. O corte é um dos maiores aprovados neste ano pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Para se ter ideia do tamanho do desmatamento, toda a obra de duplicação da Marginal do Tietê em 2009 derrubou cerca de 800 árvores, pouco mais da metade do que será cortado na USP. A universidade será obrigada a manter no local apenas 217 árvores, além de plantar outras 6 mil mudas no local. "O problema é que serão cortadas árvores adultas, robustas, que trazem um grande benefício para o clima daquela região. Já essas mudas só trarão efeito similar daqui a 20 ou 30 anos", disse o ambientalista Carlos Bocuhy.

A área fica do lado da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, próximo da Avenida Corifeu de Azevedo Marques. Para Bocuhy, o local é inadequado para uma obra desse porte. "Existem várias outras áreas na USP com bem menos árvores, que trariam um impacto muito menor. É impossível que esse local, onde será necessário cortar mais de 1.300 árvores, seja a melhor alternativa nesse caso", afirma o ambientalista.

As árvores são consideradas essenciais por especialistas pois ajudam a umidificar o ar em zonas localizadas dentro da cidade, o que contribui para a dispersão dos poluentes e alivia os efeitos causados pelo tempo seco. Outra contribuição das matas urbanas é a refrigeração da atmosfera nas redondezas e o aumento da circulação do ar.

Projeto. O plano da USP é erguer no local o chamado "Parque dos Museus", um conjunto de 53 mil m² projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha que será sede do Museu de Arqueologia e Etnologia e do Museu de Zoologia. Isso só será possível justamente por causa de uma obra considerada irregular pelo Ministério Público, que obrigou a incorporadora Brookfield a contribuir financeiramente com o projeto após danificar um sítio arqueológico no Itaim-Bibi, onde constrói um prédio.

O diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, Thiago Aguiar, afirma que não houve discussão sobre o local escolhido pela reitoria para se erguer as novas sedes dos museus. "Esse plano de construção de novos prédios, que vai gastar R$ 240 milhões dos cofres públicos, não foi nada democrático. Não tivemos a chance de discutir nem sobre o impacto dessa obra na área verde do câmpus nem sobre sua finalidade, que também é questionável", diz.

A universidade, por sua vez, afirma que todo o processo está sendo feito de acordo com as orientações da Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Segundo a USP, o projeto é importante para a comunidade acadêmica, uma vez que vai aproximar o Museu de Zoologia à Cidade Universitária - hoje, ele funciona no bairro do Ipiranga, na zona sul - e aumentar a área disponível para as exposições. A previsão de inauguração é em 2013.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011





Olá, ciberativista
Hoje colocamos no ar um mapa interativo de Abrolhos, mostrando a região que o Greenpeace pede que seja declarada livre da exploração de petróleo. Levando em consideração as correntes marítimas, a ciência mostra que um vazamento dentro desta área pode atingir longas distâncias, afetando a maior biodiversidade do Atlântico Sul. Confira o mapa e entenda melhor nossa proposta.
Até o momento, nenhuma empresa deu sinais de que pretende abandonar suas operações em Abrolhos, apesar dos recentes protestos do Greenpeace.
Desde julho, tentamos um diálogo com as dez petroleiras com blocos na região. Enviamos cartas a todas elas explicando a necessidade de ampliar a proteção de Abrolhos. Só recebemos respostas de três delas: Shell, Sonangol e Petrobras.
Outras duas empresas só responderam de improviso e sob pressão. A carta da Repsol Sinopec, coincidentemente, chegou no mesmo dia que o Greenpeace fez uma  manifestação nos escritórios da Perenco, no Rio de Janeiro. Já a OGX só se moveu depois que as baleias ativistas se acorrentaram na entrada da empresa, exigindo sua adesão à moratória. A carta da OGX era vaga. Por isso, os manifestantes resistiram por nove horas no local, até serem retirados à força pela Tropa de Choque da Polícia Militar.
Todas as empresas alegam que operam dentro da lei e possuem licença ambiental. Parece que elas têm memória curta, porque nada disso foi suficiente para evitar a catástrofe no Golfo do México em 2010. Lá, o óleo atingiu uma área três vezes maior que a pedida pelo Greenpeace para proteger Abrolhos.
Outras cinco empresas ainda não se manifestaram sobre as cartas do Greenpeace: Vale, Perenco, Vipetro, Cowan e HRT. Como explicar tanta omissão?
É por isso que precisamos de sua ajuda. Assine, divulgue nossa petição eTweet. Com ela, você estará pressionando as empresas a responder nosso pedido e a apoiar a moratória do petróleo em Abrolhos.